Reflexões Endometrióticas

Eu descobri, depois que voltei para cá, que a endometriose tava de volta. Em tese ela nunca vai, mas eu andava bem melhor.
Descobri depois porque deixei para fazer meus exames na visita a São Paulo, ainda bem! Provavelmente teria desistido de vir se tivesse tido a certeza antes, a distância de médicos, as possibilidades de ficar pior longe da família, o medo de não dar conta, antes de vir tudo parecia mais surreal, estar doente aqui parecia uma loucura, mas ficar doente é uma loucura, e não foi nem um pouco fácil passar pelas crises de dor em São Paulo.
Terça eu tive uma crise aqui, e pude ficar em casa, sem atrapalhar no trabalho, e sem o trabalho atrapalhar a mim. Foi bem tenso, tive um pouco de medo de ter que ir ao médico, uma coisa que me assusta muito aqui, o atendimento, os médicos já são sempre sem nenhuma compreensão ou tolerância para endometriose, e acabo tendo a impressão que aqui vai ser ainda pior, pode ser um preconceito, mas me deixa apreensiva mesmo.
Acabei me abrindo para pensamentos mais amplos. As coisas que nos travam são muito imaginárias, os obstáculos não costumam ser reais, o medo, e no meu caso a ansiedade, faz com que o desespero pelo futuro me congele em situações que no final das contas nem são boas, mas já estão acontecendo, e por isso menos assustadoras.
O que eu quero dizer, é que se a gente quer largar tudo, o que mesmo de pior pode acontecer? Tudo! Mas se a gente continuar na caixa do conformismo, o que de pior pode acontecer? Tudo também!
Então, que venha tudo que tiver de acontecer!
T.

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